tratar aqui.
Não vem, não fala, não opine, nem critique e nem elogie. Hoje eu não estou pra ninguém. Fechei a quitanda mais cedo, deixei até de lucrar. Eu não queria ouvir sobre os comentários dos meus fiéis clientes sobre a chuva, o aquecimento global, a bolsa de valores, a violência e nem sequer seus míseros "bom dia, dona". Eu deixei de lucrar e rendeu muito mais quando perdi já que não havia mais paciência, e isso sim nem com todo o dinheiro que eu pudesse faturar eu poderia comprar. O meu emocional é inafiançável, vale mais que esmolas sacrificadas. Eu pensei até em mudar de localidade, abandonar aquele estabelecimento e construir um novo, conquistar uma nova clientela fiel, em um local de outros costumes, que abordem outros assuntos, que me cobrem diferentes coisas, estou cansada das exigências. E inconformada com apontamentos tão idênticos. Investir podia ser arriscado, mas permanecer era tão desgastante que eu já não temia com o mesmo ardor. Coloquei tudo de importância numa mochila, peguei o carro e tomei estrada só pra espairecer, mas me deparei com uma intrigante placa na seguinte bifurcação: A dois metros retorno à "ceder", prossiga para "isolar".
segunda-feira, 1 de março de 2010
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MANO, muuuuuuito bom, que isso ;; ♥
ResponderExcluirVocê possui um brilhantismo que me assusta. Você não é tão fã de leitura, o que me faz rever meus conceitos sobre pessoas que escrevem e lêem e as que escrevem mas não costumam ler com igual frequência. Filha, você possui uma capacidade admirável de escrever. É sério. E lendo esse seu post, penso em uma crônica ou algo assim. Bem escrita, reflexiva e bem... Do ponto de vista pessoal e emocional, me chateio junto contigo por enfrentar esses dilemas... Essas dores e tals, mas você continua escrevendo de um modo encantador... Me pergunto: Dons existem, afinal. Presentes de Deus ou não, eles são dados somente aos que fazem bom uso deles.
ResponderExcluirSua Fã! skaoskaos
ResponderExcluirNada a declarar sinceramente!