segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Entre tantos desencontros

Enfim, o encontro.
Prevenindo a inconveniência me encontrei medindo esforços com meus desejos. Ordenando aos meus braços que deixasse a involuntariedade de tanger tua silhueta.
Repreendi meus olhos toda vez que insistiam em perseguir-te. Supliquei aos meus lábios para que contessem o impulso de querer tocar os teus.
Refugiei minhas imaginações fantasiando-as de sorrisos.
Ditei que todos fossem contidos até segunda ordem.
Até que estávamos ali. Você os libertou enquanto aproximou-se.
Os fez quererem permanecer. E eles te buscam novamente.
Mas e agora será que serão sucessivos encontros? Ou quantos desencontros mais levarão para novamente te encontrar?
Ou, quem sabe, um equilíbrio que trance encontro aos desencontros. Que intercale carinhos e beijos. Que convoque eu e você. 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Você se foi

e levou consigo meu manual.

sábado, 3 de julho de 2010

Não é preciso dominar as palavras

Há vezes que um abraço e um apunhado de cuidado é somente o que preciso.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Encontrar um amor é

como achar um diamante em meio a um monte de palha.
É abrir mão de tudo sem ponderações.
É sacrificar-se sem ao menos assim considerar.
E doar-se ilimitadamente julgando ser o mínimo dos esforços.
Amar é perder a sanidade sublimemente e a busca incansável de agradar de incontáveis formas.
É a busca incessante de palavras que defina sensações indescritíveis.
É principalmente não comodar-se mesmo com tudo o que já conquistou e não contentar-se com a perfeição.
É entender que surpreender é a melhor maneira de cultivar esse sentimento.
E que transformar-se no que o outro quer não é loucura, tão somente gentileza, mas a única forma de viver a dois.
Não lhe digo que seja fácil, muito pelo contrário, desculpe decepcioná-lo, essa é a dança em que se procura pelo compasso durante toda a vida.
Entretanto, apesar da dor de modelar-se, é lindo e gratificante.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ausência justificada por criatividade nula.


Estou tão ausente daqui quanto a criatividade e a inspiração estão de mim.
Há quanto tempo não escrevo nada apreciável? Mesmo agora, quando estou escrevendo, ainda não é algo que possa considerar válido. Não que eu avalie os textos anteriores como qualificados, mas, ainda assim, este é inferior àqueles.
De qualquer forma, estou aqui, pois senti extrema vontade de simplesmente resenhar.
Mal apareço por aqui, no entanto estou com projeto de abrir um wordpress e um canal.
Pode te soar relaxado se tomar como exemplo o abandono que inocentemente causo aqui, entretanto tentarei administrá-los conforme a avaliação de determinadas - ou, porque não, indeterminadas - pessoas, e quando me despertar necessidade.
Aliás, estou bastante atarefada. Tenho que terminar de elaborar a apresentação do trabalho de folclore pro próximo dia 26 e estudar pra prova que terei no dia seguinte.
Contudo, estou entusiasmada com os planos, projetos. E o hexa, será que é nosso, hein? Nesse ritmo acho difícil. Enfim, vamos aguardar.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"I watched his wildest dreams come true

not one of them involving you."

Vamos lá, qual é o seu sonho?
Eu o financiarei, ande logo, deixa de modéstia! Eu sei que você tem um, me diga e eu custeio-o. Quero comprar a sua idéia! Eu confio e quero apostar em você!
Além do mais eu darei apoio, eu incentivarei, eu vou ouvir quando tudo o que você quiser for somente um ouvido que suporte suas reclamações, seus protestos, sua inconformação, seu cansaço, sua angústia. Eu vou te ajudar a pesar numa balança os prós e os contras. Eu vou avaliar junto contigo. Vou carregar pra você quando já não aguentar mais, se for preciso. Eu vou te reanimar.
Eu só preciso que você também acredite nele, você acredita? Você o leva a sério ou é mais cômodo denominá-lo utópico e continuar aí sem fazer nada?
Hm, acho que a tua alta confiança está baixa. Agora acho que você percebeu. Está pensativa, o que foi? Nunca encontrou alguém que quisesse investir nos seus sonhos e explorasse o aparentemente "impossível" e "inalcançável"?

Bem, então você sonha em viajar pelo o mundo todo conhecendo novos costumes, crenças, hábitos, culturas, gastronomia, lugares, manifestações, pessoas e dialetos?
Você gostaria também de apresentar o mundo ao mundo?

Ok. Você pode fazer as pesquisas de tudo o que precisaremos e o roteiro? Eu providenciarei o passaporte. Reservarei bilhetes e tudo o que for necessário.
Hm, preciso fazer uma ligação, me dê licença só um minuto?
Pronto, já paguei pelo pedágio agora é só você passar pela roleta e estará no início da estrada das realizações.



Compre esta idéia você também!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Remember today, and I miss you love.

Hoje, naturalmente espontânea, me flagrei fazendo canção a quem me conquistou sutilmente.
Em certos instantes deparava-me com a nostalgia e ficava encantada ao recordar olhares e sorrisos que recebi. Sorrisinhos escapavam involuntariamente.
As vezes ainda me surpreendia tê-lo comigo cada vez mais. Algo que outrora eu pensava que não iria acontecer.
Tenho receio ao confessar: se passaram apenas 6 horas que estivemos juntos, mas já sinto falta de sua presença.
Não, não estou ficando obcecada. u_u Talvez só não tenha sido o suficiente pra compensar o quão tornou-me necessário.
Pois a cada dia tem sido melhor o momento em que estamos juntos.
Há constatações que conclui não poder defini-las desde que descobri uma expansão que vinha desbravando-me despercebidamente.
Há um sentimento maior do que antes. E neste momento já sinto que daqui há instantes será maior do que sinto agora. Vulnerável quanto a todo este efeito, insisto somente para que permaneça assim.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

If I'm a bad person, you don't like me so I guess I'll make my own way.

I best be on my way out but I guess you can't accept that the change is good.

E impor funciona até aonde? Qual tem sido o benefício em obrigar, agredir, ameaçar, insultar e atormentar?
É um sonho que surgiu há anos atrás. Sonho tão estimado. Tem sido gratificante assistir o resultado que tens tido ao afogá-lo, inundá-lo, deslizá-lo, desmoroná-lo, desabá-lo e fracassá-lo ao me fazer desacreditar e me desanimar, desestimular, arruinar, segregar e proibir?
Consultar-me seria piedoso demais, certo? Tem sido mais fácil agir como ultimamente, não? Confabulando contra mim entre si. Mandando e controlando toda a minha vida. Ignorando a autonomia de uma maior idade. Relembrando a dependência financeira sem permitir que dela eu me liberte.

But I'm not the same kid from your memory, now I can fend for myself.

terça-feira, 30 de março de 2010

What you'll write about it?

Estou tentando lembrar com exatidão as respostas que você me deu. Queria lembrar mais nitidamente, mas de repente sóbria eu não falaria o que queria.
É, realmente isto ecoa e, tentando retratar, me deparo com o medo de confundir um detalhe que eu gostaria que fosse dito pelo que foi dito. Ou mesmo duvido que foi dito algo que eu realmente gostaria que fosse dito.
Uma incerteza que dá margem ao questionamento "será mesmo que foi respondido isto? ou será que eu estou fantasiando?" e eu queria poder falar sobre isso com você, só pra confirmar.
Migalhas foi tudo o que consegui organizar e suficientemente com elas estou deslumbrada. Que incrível se tudo isto for tão mágico como me recordo.
Estou bastante satisfeita com a tua reação sobre o que aconteceu. Mas ansiosamente anseio vislumbrar o posterior. Aliás, será que há esta mesma ambição contida em ti?
Prometo tentar me conter em minhas interrogações e não esperar muitas exclamações tuas. Porém gostaria muito de ser surpreendida por elas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

"I've been spending all my time just thinking 'bout you

I don't know what to do I think I'm fallin' for you."

Hoje pelo o amanhecer eu me deparei com outro tipo de paisagem.
A janela era a mesma, aquela tal janela que se escancarava para nuvens cinzas e carregadas, vento gelado, galhos pelados, cantos extintos, e me remetia a um clima nostálgico.
Eu havia levantado com a mesma perspectiva "admirar a vista que se tem daqui como a quem tem um dejavu." e me surpreendi, aliás, que surpresa agradável!
Tive que cerrar os olhos assim que hesitei em abrir tão bruscamente a janela. Raios reluzentes invadiam pelas frestas todo o meu quarto. Eu contemplava pássaros dançando e cantando pelos ares como um musical suave. Os jardins estavam repletos de cores vibrantes e folhas novas e verdinhas brotavam dos galhos.
Não sei, mas aquilo me contagiou de tal forma! Eu enlargueci um sorriso, agradeci por renovar minhas energias e segui. Não só o clima havia me dado esperanças, devo admitir também que um sonho me deixou na expectativa para que seu simples significado extrapolasse os limites de ter sido um sonho e alcançasse o real. Não é delírio meu querer realizar algo tão sutil, certo? E se for, que eu seja considerada louca. Ei gostaria de despir-se de sanidade juntamente comigo? Gostaria que a tua resposta fosse "sim, nu seremos por não sermos vãos."

quarta-feira, 10 de março de 2010

Vows are spoken to be broken

are meaningless and forgettable.

E todas as palavras que por você foram proferidas a mim, em alguma delas ainda é possível encontrar valor atualmente?
E todas aquelas promessas que eu assisti serem construídas, hoje eu as assisto sendo esmagadas, despedaçadas e sequer suas migalhas podem ser proveitosamente contempladas.
Você disse que me atenderia prontamente a qualquer hora, mas me deparei com o teu "estou em aula, depois nos falamos". E o que é o depois senão o nunca?
Se persevero porém não o encontro concluo que foi apenas um eufemismo desesperado afim de atenuar-me incessantemente.
Eu sei que não sou a mais indicada pra reivindicar, nem mesmo estou apropriada para abdicar.
No entanto não estou acostumada, não irei me acomodar.
Revolução! Anseio por uma reação, qual será tua reação após receber mais um sermão?
Qual é, não deseja a solução? Submeta-se a mim e resolverá então.
Oh, não, esta não é a tua opção! Pois não? Perdoe-me, mas agora não estou à disposição.

sexta-feira, 5 de março de 2010

I know you're leaving in the morning,

when you wake up.

Há dias eu me perdi, o olhar se desviou de caminhos que eu estava convicta a tomar. Há dias eu reencontrei, numa estrada que havia mudado o rumo, mas ao longo da via desembocou num retorno e tomou de volta a ligação com a Avenida.
Avenida essa cujo não sei onde vai dar, mas estou disposta a descobrir. Estou intrigada com esse misterioso reencontro daquela estrada nesta Avenida. Pensei tê-la deixado tão pra trás, em algum lugar tão distante. Eu quero desvendar cada kilometragem dessa Br pra ver aonde esse asfalto pode me levar. Eu quero continuar dirigindo incessantemente, nem que seja somente para descobrir novas paisagens, recantos paradisíacos ou novos desvios que distanciem desta Avenida e me direcione a qualquer ruela.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Passo o ponto,

tratar aqui.
 
Não vem, não fala, não opine, nem critique e nem elogie. Hoje eu não estou pra ninguém. Fechei a quitanda mais cedo, deixei até de lucrar. Eu não queria ouvir sobre os comentários dos meus fiéis clientes sobre a chuva, o aquecimento global, a bolsa de valores, a violência e nem sequer seus míseros "bom dia, dona". Eu deixei de lucrar e rendeu muito mais quando perdi já que não havia mais paciência, e isso sim nem com todo o dinheiro que eu pudesse faturar eu poderia comprar. O meu emocional é inafiançável, vale mais que esmolas sacrificadas. Eu pensei até em mudar de localidade, abandonar aquele estabelecimento e construir um novo, conquistar uma nova clientela fiel, em um local de outros costumes, que abordem outros assuntos, que me cobrem diferentes coisas, estou cansada das exigências. E inconformada com apontamentos tão idênticos. Investir podia ser arriscado, mas permanecer era tão desgastante que eu já não temia com o mesmo ardor. Coloquei tudo de importância numa mochila, peguei o carro e tomei estrada só pra espairecer, mas me deparei com uma intrigante placa na seguinte bifurcação: A dois metros retorno à "ceder", prossiga para "isolar".

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nada é tão ruim quanto aprender a esquecer

do que se aprende a gostar.


Alguém me socorra. Alguém, por favor, atenda o telefone de emergência que em silêncio está gritando por ajuda. Alguém é capaz de sanar um súbito apelo? Eu suplico a você, voluntário tão carinhosamente disposto a ajudar-me, dê-me uma palavra de incentivo a resistência.
É difícil, porém se fosse impossível eu não estaria nessa. Ele não dá fardos mais pesados do que sou capaz de suportar. É estreito, mas só de vocês ajudarem não atrapalhando já é um ganho. Se investissem seu tempo ajudando então seria mais grato ainda.
Há algum outro assunto a ser abordado no qual não desperte uma vontade ilícita enorme a exercer? Ou alguma recordação que não me estimule a cair em tentação? Por favor!
O pecado, ele conversa comigo diariamente. Ele distorce as coisas, ele diz que eu tenho que praticá-lo e amá-lo, que temos que viver em comunhão.
Mas eu insisto e persisto em mantê-lo distante de mim. Eu o lembro que foi bom, mas que agora está sendo melhor, sem cometê-lo.
Eu sei que estou evitando o que realmente atrai. Porém, ignorando-o, este poderia se sentir incomodado, deslocado, e sumir aos poucos... quem sabe!?
Vamos omitir a nós mesmos nossas fraquezas e admitir apenas o que poderá nos fazer aguentar tudo o que vai contra a Ele. E também contra nós agora que somos casa e habitação Dele.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O analisar de toda uma vida

é louco. Como eu me esqueci de momentos inesquecíveis apenas ao viver sentindo a ausência ou apenas não mais te sentindo? Será que há memórias que daqui a alguns anos serão mais lembradas do que agora recém acontecidas? Talvez não se refira especificamente a você, talvez seja só o cargo que ocupava e uma vez ocupado de novo eu estivesse ocupada demais. É ruim renascer com os mesmos defeitos, eu quero apalpar as vantagens de livrar-me. Se não for com chave então que conte logo o segredo ao amigo mais confiável até que ele seja passado a próxima pessoa de confiança e chegue até a mim por fonte segura. Olha, não se vive sozinho, mas dependente vive-se ainda menos. Isto é, se a decepção e o costume de ter que reaprender não te esgotarem. Depois sempre enxerga-se que não vale a pena valorizar e você se desprende desapegadamente. Mas eu ainda preferiria a dádiva de nascer nova, e não ressuscitar antiga.

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Eu não falo da dor de sofrer por amor,

eu falo da estranha sensação de não sentir nada."


Eu tenho um amor. Eu sofro por amor. E só com isso consigo estar bem mais viva do que muitos por aí.
Eu lamento por sofrer, ora, quem é que apreciaria?
Mas quer saber sobre algo pior do que sofrer por sentir? É sofrer por nem sequer sentir, por sentir absolutamente nada, e sentir apenas a falta de sentir.
Não é como sentir-se despedaçada a cada lágrima que escorre de si, enquanto há dor há vestígios de vida.
É mais ingrato ainda por não depender de outra pessoa pra fazer dar certo ou não.
No meu caso, se recebo um sorriso ou um telefonema de 'bom dia', desmorono o meu sorriso mais bobo e desfilo por mim mesma contando vantagem.
No outro caso, o que te desperta um sorriso bobo e esperançoso? Só consigo enxergar desvantagens pois não há nada em que você aposte que possa te forçar a mudar isto.
É chato jogar resta um consigo própria, o que te fará vibrar com a vitória?
Quando eu falo em não sentir nada não falo somente quanto a alguém. Eu questiono sobre o que te faz sentir vivo, ou querer viver além.
Quer coisa mais enlouquecedora do que se encontrar sem algo que faça mover a tua vida? Você avaliar e de repente se dar conta de que: "Caramba, não almejo nada e minha vida não faz
sentido." há quem entre em depressão podendo se agravar e até mesmo cometer suicídio simplesmente por falta de estímulo.
Você precisa de sonhos e de buscar realizá-los. Você deve ter metas e ganância de alcançá-las.
É necessário condicionar nossa vida a algo suficientemente capaz de nos motivar a vivê-la.
Você precisa sentir-se viva a cada nova conquista.
E no meu caso o que me destrói também me faz prosseguir, com a vontade de vivê-lo intensamente: Um amor.
O mesmo que despedaça a cada lágrima, o mesmo que desmorona o sorriso mais bobo no prazer da simplicidade. Ele me traz a vida.
Por isso, cuidado ao desejar não mais sofrer por amor, pois este pode ser o único ou último estímulo que tens sobre a vida.